• Helena - 50 Livros

PENSANDO SOBRE "Sejamos todos feministas", de Chimamanda Ngozi Adichie


SINOPSE DE ORELHA

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo. "A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente." Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’". Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e - em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem - começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens". Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

SOBRE A AUTORA

Chimamanda é uma escritora nigeriana, da etnia Igbo, conhecida por seus romances e contos. Nasceu em Enugu, mas cresceu na cidade universitária de Nsukka, no sudeste da Nigéria, onde se situa a Universidade da Nigéria. Seu pai era professor de Estatística na universidade, e sua mãe trabalhava como secretária no mesmo local. Quando completou dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos da América. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale.

Seu primeiro romance, Purple Hibiscus (Hibisco roxo), foi publicado em 2003. O segundo romance, Half of a Yellow Sun (Meio sol amarelo), foi assim chamado em homenagem à bandeira da Biafra, e trata de antes e durante a guerra de Biafra. Foi publicado em 2006 e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.

PENSANDO SOBRE...

Esse foi o meu primeiro contato com a escrita da autora e foi interessante, mas até hoje nada se compara ao primeiro vídeo que vi dela: O Perigo da História Única.

Nessa fala feita em uma sessão TED, Chimamanda fala sobre o quanto estereotipamos pessoas, povos, países e culturas simplesmente por conhecermos somente uma narrativa acerca deles. Ela mesma fala que não é que o estereótipo seja mentiroso, mas ele reduz demais seu sujeito. Pensando sobre isso, pude entender bem melhor o discurso Sejamos Todos Feministas.

Nesse discurso, que foi publicado como livro, ela fala da necessidade não de vermos o machismo e apontar dedos, mas sim mostrar para quem está a nossa volta como isso é recorrente na nossa vida (mulheres) e o quanto isso nos incapacita. Escuta-se muito hoje em dia alguns homens, principalmente, deslegitimando nossos discursos contra o machismo usando a frase "Mas eu não faço isso". Isso é reduzir a nossa vida a uma única história.

Primeiro de tudo, esse homem não faz mais do que sua obrigação. Segundo, o fato dele não ter determinada atitude não desaparece com todas as outras situações que nos violentam simplesmente por sermos mulheres. Nesse ponto, a autora consegue mostrar de maneira clara que esse homem, que é bacana e evita a todo custo ser machista, fecha os olhos para as atitudes machistas de outros homens, que acontecem bem próximas dele, simplesmente porque ele se sente eximido de culpa por ser um cara bacana.

Pela primeira vez entendi a necessidade, mostrada pela autora, de trazer os homens para a luta feminista, onde até mesmo eles devem sê-lo. O movimento feminista como um todo é contra isso, pois o homem é que cria as instituições e faz com que o machismo exista. Só que o ponto de vista da autora é válido: não basta o cara ser legal, não ser machista; ele tem que enxergar a sua volta o quanto de machismo existe perto dele e ele não faz nada.

Fazer com que a população masculina entre na nossa luta talvez não a enfraqueça, segundo Chimamanda, mas sim dê mais armas para ela, pois o que faz a nossa sociedade ser tão machista é a falta de empatia: já que não me atinge e eu não pratico, eu posso seguir sem culpa.

No fundo, essa leitura deve ser feita principalmente por homens, principalmente os esclarecidos, para que entendam que não basta se distanciar. Para ter nosso respeito de verdade, é necessário lutar conosco e sofrer conosco, pois ser parceiro é estar presente em todos os momentos.

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