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Resenha de "A Cor Púrpura", de Alice Walker

 

 

 

SINOPSE DE ORELHA

 

Vencedor do Prêmio Pulitzer em 1983 e inspiração para a obra-prima cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra muito atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.

 

SOBRE A AUTORA

 

 

Alice Malsenior Walker (Eatonton, Georgia, 9 de fevereiro de 1944) é uma escritora estado-unidense e feminista.

Filha de agricultores, ela perdeu a visão de um dos olhos aos 8 anos de idade, num acidente. Graças à sua dedicação, Alice Walker conseguiu sucessivas bolsas de estudos, graduando-se em artes pelo Sarah Lawrence College, em 1965. Walker iniciou sua carreira de escritora com Once, um volume de poesias, e alcançou fama mundial com A Cor Púrpura.

O romance A Cor Púrpura foi premiado com o Prémio Pulitzer, e deu origem a um dos mais belos filmes de Steven Spielberg, com a atriz Whoopi Goldberg no papel principal. Na obra, a personagem escreve cartas a Deus e à irmã desaparecida. Com sensibilidade e talento, Walker mostra representações de uma mulher negra sulista quase analfabeta, que vive em uma realidade dura de pobreza, opressão e desamor.

A autora escreveu também o livro De amor de desespero, uma obra composta pelas vozes de várias mulheres negras do sul dos EUA. O livro é uma coletânea de vários contos, nos quais conhecemos mulheres diferentes com seus temores, desafios e sonhos. No Brasil, o livro foi lançado pela editora Rocco.

Walker sempre foi uma ativista pelos direitos dos negros e das mulheres, destacando-se na luta contra o apartheid e contra a mutilação genital feminina em países africanos.

Em 1984, fundou sua própria editora, a Wild Trees Press.

 

NOTAS

 

ENREDO: 4

PERSONAGENS: 5

DESENVOLVIMENTO E ESCRITA: 5

INÍCIO: 5
MEIO: 4
FIM: 5

 

NOTA FINAL: 4,7 de 5

 

LIVRO BOM PARA: fazer pensar

 

MINHA RESENHA

 

Existe um termo em inglês que eu acho bem apropriado para esse livro: blow mind. E nem é pelo enredo, mas sim pelos personagens. Mas já vou explicar isso já.

 

A história começa logo com aquelas desgraças básicas que todo drama que se preza tem: mulher, negra, estuprada, esposa como brinde de consolação, não-amada. Isso tudo logo nas primeiras páginas.

 

Mas aí o destino, talvez iluminado por um Poder Supremo (coloque aqui o nome do seu), mostra que tudo é possível, trazendo na bagagem vários questionamentos: é preciso ter sido amado para saber amar?; o amor possui gênero?; ainda há, dentro de um passado tão duro, possibilidade de perdão?; família liberta ou aprisiona?

 

Acho que o conceito de família é a chave desse romance tão delicado. Por mais que as questões de negritude e feminismo sejam bem abordadas, a família é a questão central. A trama não se passa na cidade, não toca em assuntos políticos e sociais, mas sim fica imerso no círculo; no mundo familiar. E isso, por mais banal que possa parecer, é um âmbito muito complexo, pois envolve conhecimentos de senso comum, sentimentos e religião.

 

Tudo que eu posso falar pode acabar virando um spoiler, tanto que não posso falar se é um final feliz ou não (eu achei feliz, mas pode ser que você não acredite nisso quando ler). Mas posso dizer que os personagens são obras a parte. Tão bem construídos, tão delicados e ao mesmo tempo tão duros... Enigmas a serem desvendados de acordo com a leitura.

 

Em forma de cartas, os capítulos passam voando, mesmo com a escrita um tanto estranha, já que é escrito como se quem escrevesse não tivesse domínio total da língua escrita: muito erros gramaticais e gírias. Mas não é difícil de ler, vá com calma e interiorize um pouco as dores e personalidade de quem escreve.

 

A história, no geral, é uma delícia, passa rápido pelos olhos, mesmo o seu meio sendo um pouco arrastado. Só que o que ela deixou no meu coração já valeu a pena e sei que meu senso comum a respeito do amor, Deus e família foi, pelo menos, ligeiramente evoluído.

 

COMPRO, BAIXO, PEGO EMPRESTADO OU PASSO LOTADO?

 

Eu li pelo Kindle Unlimited, já que é um título incluso. Contudo, é um livro que quero ter na minha estante. Meu conselho é: leia pelo Kindle e, se curtir muito (como eu), compre e tenha na estante.

 

 

ONDE COMPRAR

 

Quer participar do projeto? Então poste uma foto com seu A Cor Púrpura no Instagram com a hashtag #blog50livros que adorarei ver. E já fez resenha sobre ele no Skoob? Então me envie um email para contato@50livros.com que vou ler com muito amor! ;-)

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