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RESENHA de "A Garota No Trem", de Paula Hawkins - #CLUBEDOLIVROPECULIAR e #DESAFIOCULTURA2018

1) Um livro que tenha virado filme 

 

SINOPSE DE ORELHA

 

Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor.

 

Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.

 

Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.

 

Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. 

 

Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

 

SOBRE A AUTORA

 

Paula Hawkins (Harare, 26 de agosto de 1972) é uma escritora britânica nascida no Zimbabwe, mais conhecida pelo seu romance de suspense, o best-seller The Girl on The Train.

 

Por volta de 2009, Hawkins começou a escrever comédia romântica de ficção sob o pseudônimo de Amy Silver, tendo escrito quatro romances, incluindo Confessions of a Reluctant Recessionista. Ela não conseguiu nenhum sucesso comercial até desafiar a si mesma a escrever uma história mais adulta e séria. Seu best-seller The Girl on The Train (2015) é um complexo thriller, com temas de violência doméstica, abuso de álcool e abuso de drogas.

 

 

 

NOTAS

 

ENREDO: 4

PERSONAGENS: 3

DESENVOLVIMENTO E ESCRITA: 2

INÍCIO: 3

MEIO: 2

FIM: 4

 

NOTA FINAL: 3 de 5

 

LIVRO BOM PARA: passar um pouco de raiva

 

MINHA RESENHA

 

Esse mês o gênero literário sorteado para o Clube do Livro Peculiar foi Suspense/Thriller. Como A Garota no Trem já tinha sido um livro que coloquei no Desafio da Livraria Cultura de 2018, casou super bem com o sorteio do Clube.

 

Tinha comprado esse livro na Bienal do Livro do Rio em 2017 e estava muito afim de ler. Os leitores já estavam se dividindo entre quem ama e quem odeia. Eu queria muito saber em que lado eu estaria e, já posso adiantar, quase fiquei do lado dos que odeiam.

 

A idéia inicial tem tudo para dar certo, onde é possível encontrar cotidiano, obsessão, depressão e vício, tudo lado a lado. Só que aí você junta personagens superficiais e falta de ritmo, fazendo com que tudo venha a baixo. Rachel, a personagem principal, tem tudo para dar certo, mas cai no lugar comum, tornando-se aquela pessoa que parece que não tem sentimentos. Acho que a idéia era fazer com que ela fosse aquele tipo de pessoa que enterra seus sentimentos, com medo da exposição, mas acaba sendo um ser apático, vazio. Os outros personagens também não ajudam em nada, nenhum deles cativa ou chama a atenção.

 

Apesar disso tudo, o problema principal continua sendo a falta de ritmo, não é nada parecido com um thriller. Não há criação de expectativa nem nada que faça com que ficássemos presos na leitura. Os flashbacks da vítima ao invés de apimentar as desconfianças, faz o leitor descobrir logo quem faz parte da culpa. Não há nada que gere dúvida e que faça quem lê desconfiar de tudo e de todos. Na verdade, as coisas e a maneira como são expostas faz com que você logo elimine uma pá de suspeitos.

 

Existem muitas saídas mirabolantes na trama, a maioria eu acho muito fantasiosas, mas acho que isso se deve à própria literatura inglesa. Em Melancia, romance de Marian Keyes, tem muitas coisas parecidas, além daquele toque de dramalhão que não combina muito com o nosso gosto. O negócio fica tão puxado que quase desisti de ler no meio, pois ao invés da trama esquentar, ela estava ficando extremamente monótona.

 

O final, confesso, salva um pouco. As cenas finais dão um pouco de honra ao livro, mas não foi suficiente para salvar, pelo menos, boa parte dele, infelizmente. Por fim, A Garota No Trem é um livro bem mediano, com uma idéia boa que se perdeu com a falta de ritmo.

 

COMPRO, BAIXO, PEGO EMPRESTADO OU PASSO LOTADO?

 

Então, muito polêmico isso porque eu te aconselho a passar lotado. Não é um livro péssimo, de se jogar fora, mas existem outros títulos de thriller muito melhores para você investir seu tempo e dinheiro. Está com muita curiosidade? Então pega emprestado, mas mesmo assim não aconselho você ir com muita sede ao pote, pois a nascente é meio escassa. 

 

ONDE COMPRAR

 

Amazon.com

Saraiva.com.br

Americanas.com.br

 

Quer participar do projeto? Então poste uma foto com seu A Garota No Trem com a hashtag #blog50livros que adorarei ver. E já fez resenha sobre ele no Skoob? Então me envie um email para contato@50livros.com que vou ler com muito amor! ;-)

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