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RESENHA de "A Filha Perdida", de Elena Ferrante

 

 

SINOPSE DE ORELHA

 

“As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender.” Com essa afirmação ao mesmo tempo simples e desconcertante Elena Ferrante logo alerta os leitores: preparem-se, pois verdades dolorosas estão prestes a ser reveladas.


Lançado originalmente em 2006 e ainda inédito no Brasil, o terceiro romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de uma professora universitária de meia-idade, Leda, que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide tirar férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, ela volta toda a sua atenção para uma ruidosa família de napolitanos, em especial para Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena que sempre está acompanhada de sua boneca. Cercada pelos parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe e faz Leda se lembrar de si mesma quando jovem e cheia de expectativas. A aproximação das duas, no entanto, desencadeia em Leda uma enxurrada de lembranças da própria vida — e de segredos que ela nunca conseguiu revelar a ninguém.


No estilo inconfundível que a tornou conhecida no mundo todo, Elena Ferrante parte de elementos simples para construir uma narrativa poderosa sobre a maternidade e as consequências que a família pode ter na vida de diferentes gerações de mulheres.

 

SOBRE A AUTORA

 

Uma polêmica investigação jornalística a supõe pseudônimo de Anita Raja e, talvez, de Domenico Starnone. Elena Ferrante teria nascido em Nápoles e apreciado profundamente Tchekov e Austen; a única certeza é sua carreira editorial, iniciada em 1991.

É colunista do The Guardian, desde Janeiro de 2018.

 

NOTAS

 

ENREDO: 3

PERSONAGENS: 4

DESENVOLVIMENTO E ESCRITA: 4

INÍCIO: 3

MEIO: 3

FIM: 3

 

NOTA FINAL: 3,4 de 5

 

LIVRO BOM PARA: ficar com raiva da protagonista

 

MINHA RESENHA

 

Acho que essa é a resenha mais difícil que já fiz aqui no blog.

 

O livro não é ruim, já vou logo avisando. Mas algumas coisinhas da história não me fizeram imergir e muito menos curtir a leitura. Em suma, não foi um livro para mim.

 

Um problema grande que encontrei na minha leitura foi um abismo cultural gigantesco entre mim e o enredo do livro. Explicando melhor: a trama se passa no sul da Itália, mais especificamente em Nápoles. Parte da família da minha mãe também é do sul italiano, mas a criação que eu recebi foi mais alemã, ainda mais que moro em uma cidade de colonização alemã muito próxima. Para os alemães há um distanciamento afetivo bem latente (nada de beijos e abraços em demasia, falar que ama o outro o tempo todo nem pensar), mas a presença da família e a construção da auto-estima são afirmados o tempo todo. Resultado: uma família que não é grudenta e pouco emocional, mas, ao mesmo tempo, faz tudo junto e todos tem certeza do que sentem mutuamente. Em contrapartida, o livro mostra uma família agarrada, cheia de melação, mas muito individualista. Apesar de serem seus filhos e até mesmo crianças, recebem broncas desproporcionais e não conseguem criar um vínculo afetivo.

 

Essa diferença gritante do que eu li para o que eu vivi me fez ter um distanciamento muito grande com a personagem principal, tendo eu uma dificuldade imensa de sentir empatia. Mesmo tentando o tempo todo não julgar aquela situação, me pegava fazendo isso sem parar. Expressando para minha mãe essas preocupações e mostrando partes do livro, ela concordou comigo. Acho que esse abismo cultural é mais fundo aqui em casa do que eu pensei.

 

A narrativa e o desenrolar são interessantes, mas não me cativaram em nada. Predominantemente psicológico, a passagem do tempo, ao invés de me ajudar naquela questão empática, só piorou porque não consegui de maneira nenhuma atenuar os feitos da personagem principal.

 

Para vocês terem uma ideia, no finalzinho do livro a protagonista se chama de "mãe desnaturada". Concordei, mas fiquei pensando que, se ela sabia disso o tempo todo, por que não mudou as atitudes? Refletindo um pouco, cheguei à conclusão de que se tratava de um egocentrismo absurdo que eu realmente não conseguia conceber.

 

"A Filha Perdida" com certeza me fez pensar e ainda não desisti da autora tão comentada nos dias de hoje, mas esse livro não me trouxe boas experiências.

 

COMPRO, BAIXO, PEGO EMPRESTADO OU PASSO LOTADO?

 

Eu tenho ele em papel, mas acho que ele terá que ir para uma casinha mais adequado ao seu tipo. Então, acho mais legal você pegar emprestado e ver se realmente vale a pena mergulhar nas obras de Elena Ferrante.

 

ONDE COMPRAR

 

Amazon.com

Saraiva.com.br

Americanas.com.br

Quer participar do projeto? Então poste uma foto com seu A Filha Perdida com a hashtag #blog50livros que adorarei ver. E já fez resenha sobre ele no Skoob? Então me envie um email para contato@50livros.com que vou ler com muito amor! ;-)

 

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